Uma parcela significativa das médias e grandes empresas (com receitas anuais de R$10 milhões a R$10 bilhões) enfrenta desafios para disseminar uma cultura de inovação nas práticas corporativas cotidianas.
Uma pesquisa realizada pela ACE Cortex, entre maio e junho de 2022, que contou com entrevistas de mais de 200 C-levels e diretores, constatou que a maioria dos entrevistados (64,7%) conhece os conceitos de desenvolvimento de novos negócios, no modelo conhecido como Corporate Venture Building (CVB). Porém, apenas 23,2% implementam efetivamente essa ferramenta de inovação em suas operações.
Fato é que, para que uma empresa consiga implementar esse modelo de inovação, é necessário construir uma estrutura voltada para esse objetivo. Veja a seguir os principais pontos dessa operação e outros insights da pesquisa.
O que é Corporate Venture Building (CVB)?
As Venture Builders (VBs), também chamadas de “fábricas de startups”, são empresas especializadas no desenvolvimento de novos negócios de maneira ágil, flexível e escalável.
Para estimular a inovação, grandes empresas têm incorporado esse modelo em suas operações. Porém, enquanto as VBs focam em clientes que são empreendedores com menos experiência, a metodologia de validação das ideias e projetos de grandes empresas observam as estratégias criadas pela alta liderança, dando origem ao chamado Corporate Venture Building (CVB).
Alguns números da pesquisa
A maturidade das organizações é um dos principais fatores que impede a inovação: segundo a pesquisa, a grande maioria das empresas que não praticam CVB (79,2%) afirmam ter uma baixa ou média maturidade para trabalhar com inovação.
Para vencer esses desafios, um dos passos mais importantes é trabalhar com a cultura do mindset de inovação nas organizações. O Cofundador da CashMe e ex-diretor financeiro da Cyrela, Juliano Bello, revelou, durante a pesquisa da Ace Cortex, que o ideal é começar com projetos bem pequenos, para ir aos poucos criando essa cultura de inovação e melhoria contínua.
Dentre as organizações que praticam o CVB, a maioria (60,4%) criou uma área interna dedicada em tempo integral para desenvolvimento de novos negócios. Os objetivos principais dessa estratégia são: aumentar o portfólio de produtos e serviços (60,4%), gerar novas fontes de receita (54,2%) e entrar em mercados estratégicos (50%).
Nesse sentido, a pesquisa aponta que o Corporate Venture Building (CVB) é uma excelente ferramenta de inovação. Mateus Quelhas, Head de Business Transformation na ACE Cortex, afirma que os resultados da implementação do CVB podem ser extremamente vantajosos. “Ao instituir internamente uma estrutura de criação de novos negócios, grandes companhias podem usufruir de seu tamanho, recursos, colaboradores, expertise e rede de contatos para construir soluções, produtos e serviços, atacando novos mercados ou novas dores do consumidor antes de qualquer concorrente. No final do dia, o CVB é uma excelente forma de institucionalizar a vantagem competitiva”, aponta. O CVB é uma ferramenta relativamente nova, mas já conta com exemplos bem-sucedidos de empresas brasileiras, que a ACE Cortex reuniu na a websérie “CVB: Corporate Venture Building”. Para saber mais, assista aqui.